Resenha do livro “O Regime Internacional dos Direitos Humanos” e o Sul Global”, de Durval De Noronha Goyos Jr.
Prezado mestre e amigo, Durval Noronha.
Acabo de ler sua mais recente obra O Regime Internacional dos Direitos Humanos e o Sul Global.
Registro que além de ser um alentado tratado, sobre as relações internacionais entre povos, Nações e Estados, é uma obra que pela sua abrangência, erudição e analise crítica e propositiva sobre os DIREITOS HUMANOS IGUALITÁRIOS na cena internacional, merecerá ser incorporada a leitura de todos os lutadores por um mundo mais justo e pacífico.
No correr das páginas de seu livro, você nos remete aos pensamentos sobre essa matéria de grandes nomes da filosofia e história universal: desde Confúcio sábio Chines que tem suas ideias ainda hoje influentes em vários países da Ásia, com destaque para a China; ao Budismo e Hinduísmo, que tem vasta influencia entre povos Asiáticos e Indianos; registrando as contribuições de Platão e Aristóteles, as quais são fora de dúvida as matrizes e alicerces do pensamento ocidental; não deixando de registrar, o papel da doutrina católica, do islamismo, e dos desenvolvimentos que essas doutrinas tiveram com o advento do Renascimento e do Iluminismo, onde avultam nomes como Maquiavel, Voltaire, Montesquieu, Beccaria, Marx, Engels, Lenin e Mao Tse Tung, entre tantos outros, cuja citação poderá tornar esse pequeno comentário cansativo.
Além dessa retrospectiva histórica de como se construiu e progressivamente se implementou nas relações entre Estados, Nações e povos, o Direito Internacional Humanitário, o faz de uma forma analítica e crítica, que mostra que ao lado dos progressos obtidos nesse terreno, muito ainda tem a humanidade a conquistar.
Porém sua obra, aborda de forma detalhada a situação do respeito aos DIREITOS HUMANOS, em nossos dias, onde a evolução histórica, nos levou a uma sociedade hegemonicamente capitalista, onde os DIREITOS HUMANOS, como conceituados e analisados em seu livro não são respeitados, e sim espezinhados pela ganância insaciável do capital em busca de mais lucros e de sua vã continuidade.
Registro com destaque o capitulo 11, Conclusão: Os Direitos Humanos no Campo de Batalha Entre o Imperialismo Hegemônico e o Sul Global., onde ao lado da análise de como se coloca no nosso momento político, a luta pelos Direitos Humanos, apresenta um elenco de propostas, que sem dúvida, poderão ser implementadas desde que exista vontade política para tanto.
Nesse sentido, seu livro cumpre o papel, que a meu juízo deve ter toda obra de cunho político e social: Ser, além de um instrumento de registro e analise histórica, ser também um guia para a ação.
Parabéns pela publicação de mais esse livro, e que ele seja fermento a impulsionar a luta por um mundo mais justo e igualitário. Um mundo onde os DIREITOS HUMANOS, sejam uma realidade e não um terreno para a retórica fácil dos demagogos de plantão.
Cordialmente.
Ronald Freitas.