Resenhas sobre a nova obra de Durval de Noronha Goyos Jr.
“Noronha extricou e liberou a definição de direitos humanos do monopólio do Ocidente e apresentou a maneira em que o tema é percebido na filosofia de Confúcio, na sabedoria de Amartya Sen, nos conceitos islâmicos e na doutrina marxista, avançando para além da filosofia ocidental e da Carta das Nações Unidas. Ele demonstra em seu trabalho a flagrante hipocrisia e a duplicidade do Ocidente, num documento importante neste momento de cruel violação dos direitos humanos como decorrência do genocídio praticado por Israel e da guerra dos EUA contra o Irã”, Embaixador R. Vishwanathan, ex-embaixador da Índia na Argentina, Venezuela e cônsul-geral em São Paulo. Ex-chefe secção das Américas.
“Quem conhece a vastíssima produção científica e literária do Prof. Noronha, sabe bem quais são as suas características distintivas: prosa elegante, profundo conhecimento das dimensões internacionais do direito, apaixonada defesa dos ideais de democracia e igualdade, além de aguda sensibilidade no confronto das diferenças culturais. Trata-se de um livro tempestivo, dedicado aos fundamentos do direito humanitário internacional. Na obra, o Autor examina se as visões etnocêntricas sobre os direitos humanos, afirmada por décadas pelo norte global se revela falida. Ao mesmo tempo, tem o mérito de demonstrar que o humanismo permanece a expressão mais significativa de uma sociedade mais justa”, Professor Doutor Giuseppe Bellantuono, da Faculdade de Direito da Universidade de Trento, Itália.
“O livro do Dr. Noronha não é uma complacente revisão superficial do regime internacional dos direitos humanos. Ele configura, antes de tudo, uma denúncia documentada e apaixonada de sua crise terminal. O que torna a obra única é a sua vertente construtiva. O Autor não abandona os direitos humanos, mas os descoloniza. Ele recupera os valores do Sul Global, expressos no protagonismo dos BRICS, da resistência cubana ao bloqueio, da dignidade do povo palestino face ao sionismo e da visão chinesa de promoção dos direitos à vida, à educação, à saúde e da felicidade coletiva”, Embaixador de Cuba (no Japão e Cônsul-geral em São Paulo, Brasil), professor da Universidad La Habana, Pedro Monzon Barata.
“Em sua obra, que assume uma importância fundamental na profunda crise por que passa o direito internacional, o Dr. Noronha propõe uma análise crítica e inovadora do sistema humanitário contemporâneo, afastando-se do etnocentrismo europeu, trazendo à tona evidências de que o Direito é um tema recorrente na História de diversas civilizações, e não um monopólio dos países ocidentais. Para tanto, o Autor utiliza sua vasta experiência como jurista e humanista para examinar o tema dos Direitos Humanos e do direito Internacional, sob a perspectiva do Sul Global”, Prof. Dr. Marcos Cordeiro Pires, de política e economia na UNESP e de pós-graduação da San Thiago Dantas. Colunista do China Daily, Beijing.
“A reflexão de Noronha, ao apontar a enorme distância entre a normatividade proclamada e a realidade internacional, situa-se precisamente no plano da insuficiência das garantias do direito humanitário. O Autor percorre distintas tradições – oriental, marxista e ocidental – para demonstrar existir convergência mínima em torno da proteção da pessoa contra a barbárie, a opressão e a desumanização, tudo a revelar a fundamental importância da questão. Tal convergência situa a dignidade humana como eixo axiológico apto a transitar entre culturas jurídicas diversas”, Prof. Dr. Wagner Balera, titular de Direitos Humanos na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
“Há leituras que nascem essenciais para a compreensão de uma realidade cada vez mais complexa. É o caso de O Regime Internacional dos Direitos Humanos e o Sul Global, do Professor Noronha. A obra expõe a oposição entre uma visão ocidental e imperialista dos direitos humanos e uma perspectiva oriunda do Sul Global, que desponta como defensor de uma ordem multilateral mais equilibrada, baseada na soberania e na cooperação”, Adib Muanis Jr., escritor e jornalista.