Saudação à escritora e jornalista Rosani Abou Adal

Sarau poético no Instituto Noronha, em Caaporanga, São José do Rio Preto – SP, 14 de abril de 2026.

Temos enorme satisfação em receber hoje, 14 de abril de 2026, no Instituto Noronha, em Caaporanga, São José do Rio Preto, para um sarau poético, a extraordinária escritora, Rosani Abou Adal, uma personagem de grande destaque nas letras brasileiras. Rosani é fundadora e editora do Jornal Linguagem Viva desde 1989, órgão mensal existente de maneira ininterrupta até os dias de hoje, a abnegada e incansavelmente divulgar a produção cultural e literária brasileira. A intelectual teve ainda importância notável em diversos órgãos de classe dos escritores brasileiros, tendo sido diretora da União Brasileira de Escritores (UBE), onde foi colaboradora próxima de Caio Porfírio Carneiro, e amiga do poeta Cláudio Willer, ambos de saudosa memória.

Foi na UBE que eu a conheci, na virada do século 20 para o 21, quando era presidente Levi Bucalem Ferrari, grande amigo comum, e tristemente também já falecido. Quando eu fui presidente da UBE, por 3 mandatos, 2 regulares e um tampão, Rosani colaborou de maneira ativa na divulgação das nossas iniciativas culturais, na defesa dos interesses dos escritores e na promoção do humanismo. Posteriormente, servimos, ela e eu, contemporaneamente, e por 5 anos, na diretoria do Sindicato dos Escritores do Estado de São Paulo, até o final de 2025, ela como vice-presidente e eu como diretor internacional.

Rosani tem uma vastíssima produção literária consubstanciada nos livros de poemas Mensagens do Momento (1986); De Corpo e Verde (1992); Catedral do Silêncio (1996); Manchetes em Versos (2019); Sonho Ilusório (2019) e, mais recentemente, Canto do Alaúde (2025). Seus numerosos poemas, publicados de maneira esparsa em jornais e revistas, como é comum dentre os bardos, fazem parte de diversas antologias e receberam aclamações e traduções internacionais em espanhol, inglês, francês, grego, italiano e húngaro.

Rosani Abou Adal tem um caráter marcado pelo profundo humanismo, que é o mote inspirador de sua produção literária. Ela se tornou, como vate, a voz dos fracos, dos humildes e dos oprimidos, expressa em veemente lírica. O seu vibrante canto alerta, educa e motiva à resistência contra o abuso e a opressão, ao mesmo tempo em que conforta as vítimas do arbítrio, do ódio e da discriminação. Os seus poemas tratam do racismo, da misoginia, da pobreza, da miséria, da fome, mas também do amor, da justiça, da igualdade, da paz e da esperança, com grande sensibilidade.

Nesta data, a poeta Rosani Abou Adal irá declamar composições de seu último livro, Canto do Alaúde, sobre o genocídio do povo palestino, nos quais ela repercute e acentua o sentimento humanitário mundial contra os crimes de guerra e humanitários praticados pelo Estado de Israel, com a cumplicidade plena ou parcial dos EUA e de diversos de seus Estados clientes, vassalos e setores sociais marginais encrustados em diversos países, inclusive no Brasil. Crimes assemelhados são praticados pelos mesmos atores em Cuba, no Líbano e no Irã. O Instituto Noronha tem orgulho em apoiar a nobre e justa causa humanística do povo palestino e o faz inclusive através da sensibilidade poética da consagrada escritora. Um exemplar da obra será distribuído gratuitamente a todos os presentes.

Muito obrigado a todas e a todos presentes.

Por Durval de Noronha Goyos Jr
Presidente do Instituto Noronha. Da Academia de Letras de Portugal. Ex-presidente da UBE. Ex-diretor internacional do Sindicato dos Escritores do Estado de São Paulo.